quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

MESTRE JOÃO BAIANO.


João Divino saiu dão Nordeste bem jovem com os pais e irmãos foram morar na periferia de São Paulo. Como todo retirante Joãozinho  veio com a mala da esperança, muitos sonhos. Levou a sério o conselho do pai um metalúrgico que trabalhava em Osasco-SP. Joãozinho como era chamado em família e colegas amigos, pois ele era baixinho. 1,60m. João o estudo do básico ao médio em Osasco. Como era muito esforçado conseguiu entrar em uma renomada Universidade pública.
Formou em historia e letras. Desde um ensino médio que João leciona nas periferias. Depois de formado foi dar aula em escola particular porque lá ganhava mais. Só que era humilhado por ser baiano na linguagem dos moleques metidinhos. O professor suportou por um tempo quando conversava sempre com o pai sobre o assunto. Mas resolveu se vingar de forma civilizada dizendo aos meninos bem nascidos: “vocês são paulistas eu baiano, mas se não fosse eu vocês não seriam gente no futuro, por isso valorizem o estudo”.
Mais tarde ganhou uma bolsa no CNPq foi pesquisar como viviam os trabalhadores de fábrica e da construção civil. Soube o mestre João que nas firmas sobrevivem e pegavam cargos quem fizesse o serviço sujo de entregar todo mundo. E que as moças para garantir o emprego muitas delas tinham de sair com o chefe Ir para cama. João ficou estarrecido, mas continuou pesquisando. Teria de entregar o trabalho ao Instituto de Pesquisa.
Foi à vez de pesquisar a vida das mulheres da noite meretrício zona. João ficou sabendo que elas são exploradas por cafetinas, cafetões e não fazem praticam sexo por amor não tem orgasmo com os clientes e sim por extrema necessidade.
Após o mestrado João foi viver no interior de São Paulo criando umas vaquinhas de leite e plantado o pão de cada dia. Nunca mais viu aqueles meninos que o chamavam de baiano cabeça chata. Nem ouviu as barbaridades do chão de fábrica e como vivem as putas de São Paulo.

ADÃO NHOZINHO


Estou há 47 anos no Sudeste, SP, mas sempre me interessei pelas coisas do Piauí. Antes eram cartas. Livros, jornais impressos que vinham paro o centro da cidade. Hoje com o advento da INRENT ficou mais fácil. Conhecemos pessoas trocamos ideias e algo mais. Por não puder mesmo fiquei 24 anos sem ir lá. Sinto pena, de como já falei, onde nasci no mato, nunca mais mesmo pisarei. A razão muitos sabem...
Por meio da internet comecei a ler muitas coisas que um jovem rapaz de Dom Inocêncio, Piaui, escrevia. Percebi que ele era neto de seu Manoelzinho Oliveira e sobrinho neto de Zé Grande. Não conseguia entrar em contacto com ele, pois o jovem promissor nem sabia de quem se tratava o tal Adão Rufina. Conversando com Bia que é da família e João Neto meu sobrinho filho da prima Raimunda de Moreira. Um belo dia ele me respondeu ficamos amigos e parentes. O jovem é Marcos Damasceno conhecidíssimo em grande parte do Brasil, em especial, no Piauí.
Trocamos livros e andei vendendo alguns em SP. Pena que muita gente hoje não é chegada à leitura. Mas fiz o possível. Conheci os pais dele um irmão, tios e primos gostei de todos. Temos ideologias diferentes, mas tenho muito respeito ao jovem Marcos que tem idade de ser meu filho.
Parece-me que ele foi responsável pela vitória da prefeita Virginia que não a conheço, contudo, a admiro e vejo que ela faz um trabalho, na medida do possível, bom para Dom Inocêncio, Piauí.

É isso, Adão Rufina e outras coisas.

NOSSAS SENHORAS SÃO UMA SÓ!


Tio Melquiades Marotos, falava que ficava com pena de um sobrinho, o qual, nunca entendeu uma missa, nem sabia ler escrever um bilhete, mas pregava a nova religião evangélica que adotou. Eu sendo sincero no Piaui só entendi um pouco da homilia com Padre Lira em Salgado, Dom Inocêncio, Piauí e do Padre Sólon na escola da SEDENE São João do Piaui. Eu certa vez tomei o corpo santo, hóstia sagrada e bebi pinga por cima. Deus só não me castigou porque Deus é Deus.
Nossa Senhora é mesma um “mãezona” que perdoa e educa os católicos. Católico sabe muito bem o que significa Nossa Senhora e os Santos em geral. Quem pensa que o católico é burro está completamente enganado. Uma coisa que me encanta é saber que todas as Nossas Senhoras que apareceram em todos os lugares e tempos são uma só. Como? Isso é um dos mistérios da fé. Não é possível explicar a qualquer Adãozinho da vida. Os Santos e Santas não, eles (as) têm biografia e história de vida com sacrifícios e superação, por isso são santos.
Se assim posso dizer sou um católico por tradição, convicção e do meu jeito. Mas nunca duvido do poder de Deus e do auxilio dos Santos. Nunca que me lembre prejudiquei ninguém. Tenho muitos defeito e algumas qualidades. E olha que no meu tempo do chão de fábrica, tropeiro, tocador de gado convivi com cada tipo de gente difícil, mas ficou nisso.
O credo é um resumo do catolicismo. Os bons historiadores, escritores e poetas todos liam e leem a Bíblia.

ADÃO NHOZINHO


Varjota, Capitão Gervásio Oliveira, Piauí nasceu Minervina uma negra bonita. Como no passado negro e pobre só casavam entre eles ela casou-se com Lino de Jatobazinho, Dom Inocêncio, Piaui. Lino trouxe Minervina para Jatobazinho vivia de tropear, pescar e plantar feijão quando havia algum inverno. Eles geraram muitos filhos 11. Até ele morrer em uma pescaria no poço do Sobrado riacho grande. Dizem que ele demorou subir para tomar fôlego e quando veio à superfície vinha dando umas voltas Joaquim filho mais velho dos homens chegou a brincar que o pai, só porque pegou umas piabas estava fazendo graça. Não, ele estava na agonia da morte. Que aconteceu. Triste pescaria.
Minervina teve de se virar sabe Deus como para criar a filharada. Cinco homens e seis mulheres. Joaquim foi para Canto do Buriti e José e Vangilôr para Carolina Maranhão nunca mais voltaram. Minervina dizia que toda noite lembrava-se dos filhos que nunca deram noticia e voltaram, mas ela rezava por eles.
Minervina tinha uama voz tipo barítono ela rezando com as outras mulheres a voz dela se destacava. Era uma coisa boa de ouvir. Minha avó Maria Lina dizia que no velório dela queria Minervina rezando, mas isso não foi possível. Uma boa pessoa dona Minervina.

ADÃO NHOZINHO

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

NELSON G. SABIÁ


O sanfoneiro Luis Gonzaga disse para um presidente militar que havia cantado para todos os pássaros do Nordeste. Eu sempre admirei os passarinhos por voarem. Hoje vendo um sabiá o pássaro símbolo do Brasil já fui pensando em criticar. Odeio quem prende pássaros e todos os animais silvestres. Não bastante, o homem que o prendia me contou a história do sabia na gaiola. Disse o homem que em uma palmeira vizinha do córrego afluente do Riozinho Pirajussara, Embu das Artes SP, uma sabiá fez um ninho que ele sempre observava. É normal o último filhote nascer mais fraco e os mais fortes derrubarem esse menos apto. João do Teclado pegou o bichinho e o criou. Hoje o sabiá enjeitado está grande e muito cantador. Come na mão das filhas do tecladista.
Por isso que antes fazermos uma critica é melhor saber o motivo real do que pensamos falar mal. O sabiá do tecladista chama-se Nelson Gonçalves o rei da voz grave .

ADÃO NHOZINHO

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

TROPEIRINHO COM SEDE DO SABER.


Gameleirinha, Dom Inocêncio, Piaui anos 1960/64.
Adolfo era um filho pais separado criado pela avó. Ela vez em quando alugava o menino como tropeiro para cuidar pelo menos do rancho. Ele ia a pé tocando jumentos para São João do Piaui. Uns 75 k de distância. Certa vez Adolfinho estava debaixo das antigas figueiras da hoje Praça Honório Santos cuidando dos animais. Como a feira era na segunda as escolas funcionavam normalmente. Adolfo viu os ginasianos meninas e meninos todos com farda da Escola Frei Henrique. O tropeirinho que tinha sede do saber chorou com inveja dos meninos da idade dele estudando para o futuro, enquanto ele era só um tropeiro menino.
Passou o tempo ele fez algum estudo lá no sertão depois foi aventurar à vida em São Paulo chegou ser afiador de ferramentas para fermentaria. Assim aposentou. Têm boas propriedades uma filha professora que faz mestrado em leras na USP.
Minha história é semelhante em algumas partes do meu compadre, patrício e contemporâneo. Achava as mocinhas fardadas bonitas, mas estudo eu achava sem graça. Queria ser era valentão brigador em festa. Sanfoneiro e quem sabe chofer de caminhão nas cidades quando do sertão saísse.
São coisas que ocorrem com comigo e meus colegas do sertão piauiense no tempo dos tropeiros.

ADÃO RUFINA

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

SEXTILHA LAVA JATO.


Lava jato, MPF:
E Deltan Dallagnol,
Melhor que teve o Brasil,
Só é contra o Loriol,
Fora da lei ou larápio;
Foi pescado no anzol.

Moro rara excelência,
República Curitiba,
Porto Alegre três juízes;
Preso foi por Juquitiba,
Inocente como santo,
Viveu na praia Imbetiba.

Por Corrupção ativa,
Muito dinheiro lavado,
Favores de empreiteiras;
Lula ganhou um agrado,
Oderbrechet com Oas,
Na prisão viu sol quadrado.

A Petrobras, BNDES,
Uma usina financeira,
Cuba, África, Venezuela,
Tinha uma companheira,
A Rosemary Noronha,
No jogo uma parceira.

ADÃO NHOZINHO