sábado, 11 de maio de 2019

DESTINO OU COINCIDÊNCIA.


DESTINO OU COINCIDÊNCIA.

Há muito anos ocorreu um caso estranho em estado nordestino, com final ainda mais esquisito. Um homem pai de dois filhos gêmeos e uma filha. Ele era irresponsável deixa a mulher com os filhos pequenos indo morar em uma cidade perto de onde morava. A pobre mulher deixa os filhos jogados à própria sorte. Um dos meninos foi criado por comerciante que fez dele um conceituado advogado. O outro fica na vida bandida. A mãe, dos filhos vai trabalhar na zona, antigamente, em cidades pequenas chamavam de cabaré.

Ela fica velha se torna cafetina, uma espécie de chefe, certo dia ela admite para seu quadro uma mocinha de 16 anos. Nisso entra um cliente e vai para o quarto justamente com a recém-chegada. Antes de irem para cama ela conta sua história, de que foi abandonada pelos pais, só restando-lhe trabalhar vendendo o corpo  para desconhecidos.

Filhas costumam parecer com o pai, está moça era muito parecida com o homem. Este sentiu que era pai da menina, Não praticou sexo, porém, saiu dali arrependido. Na mesma rua é assaltado por um rapaz ele atira no bandido. A cafetina corre para ver quem era viu que era um de seus filhos. O homem foi preso. Na delegacia descobriram que se tratava dos pais do menino e da mocinha abandonados no passado. Foi a júri quando entre seu defensor um advogado era o outro filho do homem assassino e quase pratica sexo com a filha. A cafetina sua mulher, um filho bandido morto pelo pai, quem o defendeu era seu outro filho dos gêmeos.
Uma obra do destino um encontro desagradável. 

Quando saiu da prisão ele voltou a morar com a mulher e ainda conquistar a filha dar amor paterno. Ele foi o culpado de tudo, mas nunca é tarde para reparar algo de errado. Ando lendo o manual de escrever ficção do grande Assis Brasil do Sul, por isso essas histórias, imagino fantásticas.

ADÃO NHOZINHO,

FERREIRINHA VAQUEIRO VALENTE MORTE TRÁGICA. julho 04, 2015



Ferreirinha um vaqueiro em Pardinho SP foi com o patrão pegar um boi em Espraiadinho SP Ferreirinha montado em um cavalo mal amansado e Albano patrão, num Alazão. Chegando a um tabuleiro os dois separaram cada um foi para um canto. Passou muito tempo cada um deveria voltar para um ponto combinado. Albano chegou e ficou esperando umas duas horas e nada. Quando Albano viu o cavalo do Ferreirinha vinha correndo sem sela e assustado. Albano já pensou no pior. Saiu rastejando e logo encontrou Ferreirinha caído. Ficou pensando o que fazer, mas só um pensamento valeu. Amarrou o companheiro em cima de uma árvore encostou seu cavalo amarrando o morto na garupa do cavalo manso. Transportou-o até à  cidade deixando-o na porta de Igreja e foi atrás do delegado. Ferreirinha caiu do cavalo sendo arrastado por este até morrer.
Albano continuou sendo boiadeiro por outras bandas. Certo dia parou uma grande boiada no mesmo ponto que Ferrerinha foi morto. Os companheiros foram à cidade comprar mantimentos e Albano ficou descasando. Mais tarde os cachorros pegaram uma briga foi quando a boiada espantou e foi a maior loucura ele sozinho para acalmar tantos bois. Logo na escuridão da noite surgiu um campeiro gritando com os bois. Albano não entendeu de quem se tratava. Quando a boiada foi domada Albano tirou a carteira e foi pagar o valente vaqueiro que dominou a boiada. No entanto, este não quis receber só falou que nunca se esqueceu do dia em que foi carregado pelo patrão nas costas e garupa do cavalo. Disse isto e desapareceu. Foi à alma de Ferreirinha será verdade? Não sei só sei que me contaram cada um tire suas conclusões.
Crédito a Zilo e Zalo sertanejos raiz.

ADÃO NHOZINHO.

MEU MÃE A MELHOR DO MUNDO E A TUA TAMBÉM.


Ela pode ser pobre sem estudo, mas sempre defende com unhas e dentes os seus. Se precisar for ela entra entre ele e uma arma de fogo pode morrer. Tira o único bocado da boca é dá ao mais pequenino. Quem tem alguns sumidos, sem notícia ela pela noite hora de dormir, reza por eles. Ela não vê defeitos nos seus pode ser bandido ou político ele tem seu carinho mesmo não concordando com o que ele faz.
Bem meus amigos, talvez poucos, que têm o hábito de lê eu leio tudo mesmo que não goste, já deu para ver que falo da mãe minha sua dos bandidos e políticos de todos os gêneros. Tem uma amiga de São Raimundo Nonato Piauí, uma mulher com boa formação cultural, que escreveu quando a mãe dela morreu Dona XXX. “Disse que ela havia fechado para sempre os olhos para este mundo”. Achei profundo, mas quando minha mãe se foi não sei se para um melhor, porque não tenho certeza se existe outro mundo, senti o baque foi duro chorei como criança. "Ai lembrou-me a sina de violeiro quando Renato Teixeira, fala que uma cegueira varreu as cores do pensamento do pai dele que fechou os olhos para sempre". Também quando na música do último adeus tem uma parte que fala:
“Adeus talvez não te veja mais
Se ouvir dentro da noite meus ais
Não procure saber por que choro
E depois se souber que eu morri
Não lastime que a morte seja um alívio
“A vida é triste ausente de ti”

Posso não ter sido um bom filho, contudo, minha mãe foi a melhor mãe do mundo. Estou sendo pretensioso não, cada um defenda de seu jeito a sua mãe. Minha mãe Rufina Lina, foi uma forte nordestina que comeu um bocado impalatável.Já li uma vez não lembro onde que o amor de mãe é o único que parece com o amor de Deus. Acho um pouco chupeta na boca de criança, mas vai, esse ser nome intraduzível.

ADÃO NHOZINHO.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

SOGRA CASTROU GENRO NO PIAUÍ.


Como falou certa vez Chico Anísio comediante, sobre os ricos do Nordeste. Chico City disse que lá no Ceará e muitos Estados Nordestinos só porque o sujeito têm umas vacas e uma terrinha é fazendeiro.

Pois bem, uma senhora viúva fazendeira tinha uma filha que se danou para casar com um empregado da fazendeira. Mas ela só queria o rapaz para tirar o couro no serviço, e cuidar de gado e da terra. A moça não ligou para mãe e casou com o rapaz um caboclo moreno claro com 1,80m, olhos verdes, coisa rara no Piauí, mas um paupérrimo.
Isso aconteceu no município divisa Piauí com Maranhão Baixa do Ribeiro. A velha pensou em se vingar da filha, foi ao Codó No Estado e mandou fazer uma mágica para o homem deixar de ser macho. Foi feito em uma encruzilhada foi só eles passar por lá no dia do casamento que tudo acabou.
O homem ficou literalmente castrado. A moça agora mulher casada ficou triste. Mas o homem era boa pessoa e liberou a mulher para se virar com um rico fazendeiro, desde que não fizesse nada na presença dele que seria frustrante...
Ela teve muitos filhos, por sinal, moças bonitas. No total eram oito filhos entre homens e mulheres.
Assim viverem até à morte como disse o padre que os casou. A velha morreu com um câncer no útero. Por que será logo no útero? Não sabemos isso só Dr. Freud e outros, talvez espíritas possam dar uma explicação.
Meus poucos leitores, ou só eu, neste mundo tudo é possível. Sabemos pouco da vida e seus mistérios. Shakespeare tinha razão.
Baixa do Ribeiro Piauí ano não informado nem nomes dos personagens.

ADÃO NHOZINHO.

GEOVANA POR QUE FEZ ISTO?



Diz a crônica jornalística que um cachorro morder um homem não é notícia, mas se for o homem que morder um cachorro ai sim é anormal, então será notícia.
Em Penápolis, interior de São Paulo mês de Junho de 2011, dentro de um canavial tudo escureceu para Geovana. Uma jovem bonita de 35 anos advogada sofria das faculdades mentais; resolveu encomendar à própria morte. Sua mente que era brilhante de repente escureceu.

Perdeu toda vontade de viver com tratamento especializado não conseguiu a paz, “que foi encontrar com um matador seu psicólogo”. Três tiros na cabeça foi o caminho para um paraíso sonhado por Geovana Mathias Manzzano. Nunca ouvi falar de um caso tão escabroso. Primeiro foi incendiado seu carro a mando de Geovana, caminhou para um canavial parou bem no local de último dia nesta terra de céu cor de anil.
Wellington foi o carrasco recebeu 2.000,00, mas foi acertado por 20.000,00. A advogada era mesmo doente até na morte dá calote no matador. Wellington um rapaz de voz mansa usuário de drogas, mas não tinha matado ninguém Geovana foi à primeira.
Acho que mesmo Freud Psiquiatra Austríaco teria dificuldade em explicar este caso estranho.
Uma vida que acabou como um boi que caminha para o matadouro, mas por vontade própria.

Foi este o triste fim, de uma jovem que sendo adotada e após a separação, não suportou tanta tristeza, escolheu um atalho trágico e fatal. Geovana Mathias Manzzano foi esta mulher.

ADÃO NHOZINHO.

DENTUDO


DENTUDO

Fazenda Nova nasceu através de promessa um lindo menino chamado Dentão. Quase morre ainda
Criança, no seu tempo no sertão piauiense, morriam mulheres de parto e as cainças, poucas escapavam. Dentão foi curado por um benzedor, só que esse o curou em tudo, o menino Dentudo não tinha sorte com nada que criava, seus bichinhos morriam todos. Certa vez foi caçar uma cabra que talvez desse cria, mas um malvado carcará (espécie de gavião) tinha arrancado os olhos e língua do cabritinho. Foi um dos dias mais tristes de Dentão, nem pode trazer o cabrito para casa, chorou e deixou no mesmo local este não sobreviveria sem olhos e língua.
Cresceu era o mais velho, de três irmãos homens e oito mulheres, três morrem crianças. Sua alegria era vê gado, as boiadas saindo do Piauí para Petrolina e Juazeiro-Bahia. Como não tinha noção de dinheiro achava um absurdo vender bois tão bonitos, para o menino valia mais a beleza de cada boi. Foi crescendo e logo se desapontou porque não tinha bois, mudou completamente sua paixão por gado.
Passou admirar quem tocava sanfona, e era bom de facão nas brigas, sem matar ninguém, só como esporte na época. Aprender ler e escrever não fazia sentido para o menino Dentão, foi tropeiro trabalhou na roça e fora um caçador modesto.
Saiu com 18 anos destino a São Paulo, deixando seus parentes, mas cheio de esperança. Hoje vive com simplicidade, não tem ilusões, é agnóstico e sem luxo. Não tem quase nada, enfim, não precisa de certas coisas.
Nasceu no Piauí sobreviveu só 18 anos, mas ama igualmente como São Paulo.

ADÃO NHOZINHO.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

MORENOS OU NEGROS?




Jatobazinho, um lugarejo de Dom. Inocêncio-Piauí. O povo residente nessa região era negros, só dois vieram.
 De fora, Minervina mulher de Lino e Gregório Preto. Até aonde se sabe, começou com Manoel Antônio, casado com Rosa filha de Pedro da Boa Vista. Esses  escravos não sabem sua origem. São prováveis que sejam descendentes de escravos, todos os mais velhos.
A região onde moravam não tinha sequer terra boa para plantar, só sobraram umas as pedras e muita água.
Viviam de pesca e fazendo artesanato de caroá, (rede, corda, surrão). Antes dos governos militares, de 1964/ 1985, não havia aposentadoria para gente da roça, votavam, porém direitos nada. Escola, saúde e transporte só para gente da cidade. Alguns filhos fazendeiros iam estudar na cidade. Esses negros de Jatobazinho eram sofridos em tudo. Chegou morrer gente de fome nas secas que sempre castigavam o Nordeste, especialmente o Piauí.
Os negros do Jatobazinho não misturavam o sangue com os brancos da região, não podia nem dançar com brancos.
Mas o povo de Jatobazinho era gente honesta não pegavam nada de ninguém, mesmo passando por todo tipo de necessidade. Hoje, 2009 eles vivem bem melhores, o lugar já virou uma vila, falta energia por descaso do prefeito município de Dom. Inocêncio. Comparando ao passado recente eles estão no paraíso.
*Joãozinho um dos habitantes era um sujeito inteligente, mesmo sendo criado sem vitaminas,  e outros cuidados.
Um padre do município chama os de morenos, para agradá-los, coisa boba! Negro não é ofensa, se adjetivá-lo, ai sim cabe processo. Não é o caso.
Fui colega de alguns desses negros do Jatobazinho.

ADÃO NHOZINHO.