quarta-feira, 3 de maio de 2017

TODO MUNDO PODE FALAR MAS...

Dizem os manuais de redações que para escrever. O sujeito tem de dominar a língua em que escreve. Saber narra e dissertar. Opiniões opinativas, editoriais, nos jornais ficam só com os donos da empresa. Uma coisa é certa: temos que ter o que dizer e saber como dizê-la. 

Em matéria de direito, medicina, economia, pouca gente tem competência para falar escrever.  Mas mesmo assim, como leigos, podemos falar nem que para muitos seja, bobagem. Hoje por exemplo, li um artigo da Meça Setúbal, educadora, que fiz uma leitura mais profunda. 

Mas que tem uns que opinam sobre educação que só falam besteiras, isto sim. Educação não livra ninguém, deixa de ir para o crime de qualquer espécie. Pedagogia para muitos, é a matéria que não educa ninguém. Porque alguns teóricos não cuidaram nem dos filhos e como sabem educar?
Esta opinião não é minha que fique claro.
Uma coisa tenho certeza. Quem vai para o crime é porque não acha estimulo no estudo. Atalhos são mais fáceis, para chegar rápido ao poder seja qual for.


Falou, Nhô Adão.

BELQUIOR, A FÉ, MISSA E GALINHA.

Belquior, que morreu esta semana disse, quando deu entrevista ao jornal pasquim, que foi sacristão de um padre no interior do Ceará. Andavam pelo sertão fazendo batizados, casamentos e extrema-unção de moribundos. Certo dia o padre recebeu uma galinha por um serviço que fizeram. Belquior, um menino, inteligente questionou o padre se àquela atitude não desmoraliza sua função de sacerdote. O padre respondeu que a galinha valia mais que o serviço servia para comer. Oração não enchia barriga. Belquior quase perdeu sua fé. Mas deixo de ser sacristão. Contam que Leandro Gomes de Barros, cordelista, também acompanhou padres pelo sertão.


Nhô Adão

FIM DE HELENA UMA SONHADORA.

Helena moça bonita e inteligente. Desde criança estudava sério, fazia poesia, contos e crônicas. Cursava Letras em uma universidade renomada e pública. No dia da formatura um bandido sem compaixão a matou com um tiro no peito. Este facínora queria o carro da moça, um carro simples, mas que para ela era tudo, suas pernas, pois morava distante da faculdade.
Os pais de Helena doaram todos os órgãos da filha para que ela continuasse vivendo em outras pessoas. O pai da jovem no dia do enterro deu um AVC fulminante morreu e foi enterrado junto a filha, ela tinha apenas 24 anos e muitos sonhos que este menor lhe tirou. A mãe por perder marido e filha de uma forma trágica, enlouqueceu. Helena era caçula e a única a fazer faculdade eles eram nordestinos.

Curiosidade: Helena fazia trabalhos em defesa de menores infratores. Tinha esperança de fazer com que eles mudassem de vida. Um de seus sonhos e eram muitos, queria cursar direito para melhor cuidar de sua causa que tanto acreditava. Mas justamente um menor cortou de forma eterna esta vida, de uma jovem que não teve vida fácil, mas era sonhadora.
Quantas Helenas e Helenos passam por mãos de bandidos, muitos deles não estudaram porque não quiseram.

É isso.

Nhô Adão

segunda-feira, 1 de maio de 2017

RELIGIOSO TAMBÉM É CURIOSO.

Aconteceu comigo, um fato parecido com um de colunista de um grande jornal do RJ. O seguinte: andava eu de trem expresso, para o interior paulista, ao meu lado sentou-se uma freirinha muito simpática. Uma viagem longa, temos que nos ocuparmos, para esquecer os trancos do trem. Eu dei um cochilo, quando acordei vi a irmã lendo ou olhando uma revista masculina. 
Fiquei, como colunista lembrado, admirado. Pois, achava que ela por ser uma religiosa abriria uma Bíblia ou alguma Suma Teológica de Santo Tomas de Aquino. Aí cheguei a um raciocínio: a curiosidade faz parte da vida de quase todo ser humano, seja religiosa ou gente comum. 
Este fato aconteceu, há muito tempo, em que ainda havia trem para o interior paulista. Hoje acabou este transporte.
O colunista era viagem de ônibus em Minas Gerais. Coincidência entre ele e eu.


Nhô Adão e seus causos 

CEGOS COM OLHOS PERFEITOS.

Estava eu certo dia passando na porta de uma grande montadora em São Caetano do Sul, São Paulo, e presenciei algo que nunca esqueci. Um homem com traços de índio com negro, e vestindo de maneira simples, olhar triste. Pergunta-me se àquela placa pedia alguém para emprego. Respondi-lhe, que estava escrito estacionamento proibido. Eu um ex tropeiro, ex operário, mas que de certa forma, consegue ler e interpretar alguma coisa, fica com pena daquele patrício. Tudo indica que era um nordestino como este que relato o fato.

Em um mundo cibernético, alguém não lê e nem saber ler uma placa é dureza. Por isso, que muitos políticos ainda são eleitos e reeleitos neste país. As notícias que são veiculadas pouca gente consegue entendê-las, elas na maioria, deixam o cidadão comum mais confuso.


É isso. Nhô Adão

terça-feira, 9 de agosto de 2016

MENINO QUERIA CANTAR MOÇAS.



Um primo de Nhô Adão viu na cidade de canto de Buriti Piauí uns meninos tocando uma banda só com latas. Achou bonito e quando chegou a sua aldeia quis fazer o mesmo. Dizia ele:
 —Na banda Zé Grilo bate pandeiro. Na hora de começar tocar o maestro fala quem começa é Zé Grilo do pandeiro falou o maestro.
—Zé Grilo começa bem sério só depois se requebra sorrindo finaliza Zé Grilo. O pandeirista queria aprender cantar as moças, mas era tapadinho da Silva. Certo dia veio um primo dele mais velho e que tinha rádio em casa. Este falou ao primo como cantar uma moça. Devia falar uns comerciais do rádio e voz do Brasil.
— Primo de Zé Grilo: "sociedade anônima, rádio publica do Amazonas, conclui o primo".
Zé Grilo falou agora tenho argumento para derrubar avião toda moça cairá em meu papo. Ocorre que o nosso aspirante ao namoro era feio. Sua irmã Ladina tirava o sarro do Grilo.
Este jurava que nunca disse isso. Se falou não sei, mas que era engraçado sim. Zé também achava bonito caminhão em alta velocidade, 120k/h. Sentava em banco  pegava qualquer coisa redonda,  dizendo que aquilo era o volante de um caminhão pisava no freio, que pneus cantavam. No sertão os moleques do tempo de Zé grilo achavam bonito um cabra bom de facão, baterista de pandeiro, ou sanfoneiro e depois ser motorista.

NHÔ ADÃO

sábado, 28 de maio de 2016

ANOTONIA SOLTEIRONA DO PIAUÍ.



Antonia Grande nasceu em São Gonçalo Dom Inocêncio Piauí. É uma das filhas mais nova de Joana Gameleira e Manoel Vicente ribeiro do Angical. Era um teve uma vida comum de seu tempo, casou, mas não aceitou o marido praticar sexo. Largou o homem e ficou solteira até à morte
Vivia andando nas cassa de parentes de Curral Novo, São João do Piauí e outras regiões. Seu maior paradeiro era na casa de Maria Lina em São Pedro. Tia Antonia ajudou educar os filhos de Rufina, dava bronca nos sapecas de Rufina, mas era também carinhosa e quando nas viagens pegava alguma coisa nos lixões dos lugarejos trazia para  agradar os filhos de Rufina entre eles Adão.
Antonia costumava pedir a Rufina, que arrumasse Adão um Jumento para sair pedindo algum alimento, por onde ela conhecia muita gente. Ela e Maria sempre brigavam nada de mau  desavenças de irmãos. Antonia falava reinando quando menino bagunçava. Sabia fazer cochinile e jogar baralho aprendeu em Canto do Buriti.
Certo dia Antonia dormia após uma festa de são Sebastião em São Pedro; saiu correndo dizendo que Plínio Ribeiro a queria matá-la. Nada de verdade, Plínio até gostava das rezas que Antonia rezava em seus dentes doídos.
 Antonia Grande.  Saiu feito uma louca, passou na Volta do Lalau e foi até Vazante. Após este ocorrido ela nunca mais veio à casa de Maria, sabia que levaria uma bronca deste. Foi para Anísio de Abreu onde morava Bartolameu lá morreu enforcada e cega.

NHODÃOZINHO