quarta-feira, 29 de abril de 2026

O Menino da Tropa

 



O Menino da Tropa

Poção, interior de Dom Inocêncio, Piauí. 1962.

Adão tinha oito anos quando Plínio botou ele na tropa. Ia pra Ouricuri, na Bahia, e menino de parente servia pra vigiar os bichos no rancho. Junto iam Raimundo Patriarca e Anísio Gomes, tropeiros alugados que não deviam confiança a ninguém.

Na segunda parada, Serra da Bananeira, o sol cobrou. Noite fechada e o sangue desceu do nariz de Adão feito água de pote rachado. Molhou a camisa, molhou o chão. Anísio benzeu, Raimundo cuspiu de lado: “É sol, menino. Sol que tu tomaste o dia inteiro.” Por um tempo parecia que ia se acabar ali. Mas não se acabou. Deitou no saco de farinha, o sangue estancou, e no outro dia subiu na burra antes dos galos cantarem.

Em Rosilho veio a lição que dói mais que rebenque. Uns moleques da idade dele cercaram Adão no terreiro. Raimundo e Anísio viram. E riram. Deixaram os meninos arrancarem a calça dele no meio de todo mundo pra fazer graça. Adão ficou parado, as pernas finas, a vergonha queimando mais que febre. Ainda bem que parou só nisso. Devolveram a roupa, o povo espalhou. Naquela noite ele vigiou a tropa sem pregar o olho. Aprendeu que homem ruim não vem do mato. Vem de casa.

Ouricuri salvou o resto da viagem. Ali Adão viu o que nunca tinha visto: caminhão roncando grosso, levantando poeira na rua, e um Jipe cortando caminho que nem vento. Ficou de boca aberta, esquecido do sangue e da vergonha.

Ficaram esperando Plínio voltar de Petrolina. Adão, mesmo pequeno, andava era a pé. Buscava água, tangia animal, fazia o que mandavam sem muxoxo. Quando Plínio chegou, tocaram de volta pra Poção.

A viagem se acabou em 1962, talvez 63. Adão voltou outro. Mais calado, mais duro, com sola de pé rachada e olho de quem já viu mundo.

Depois fez muitas viagens pra Ouricuri. Foi crescendo no caminho. O menino ficou na estrada, mas a estrada não largou dele.

E o nome? Naquele tempo era só Adão. Adão Rufina ele adotou muito depois, já homem feito. Mas essa é outra história.

A primeira vez, a que faz tropeiro, foi assim: com sangue, com vergonha e com um caminhão passando na frente, dizendo que o mundo era maior que Dom Inocêncio.

Adão Rufina

terça-feira, 28 de abril de 2026

Mulher e Cigano

 Vou tratar isso como relato de memória oral do sertão, sem afirmar como algo sobrenatural confirmado, mas mantendo o jeito como essas histórias eram contadas e sentidas na época.

No sertão piauiense, em meados dos anos 1970, num daqueles lugares simples onde as casas ficam distantes umas das outras e a vida corre no ritmo da seca e da chuva, circulou um caso que o povo nunca esqueceu.

Diziam que uma mulher teria se apossado de um jumento pertencente a um cigano que passava pela região. Ele era desses viajantes antigos, de estrada e feira, acostumado a viver do pouco que vendia e do muito que via.

Quando percebeu a falta do animal, não houve grande confusão. O cigano não era homem de espalhafato. Seguiu seu caminho, mas deixou para trás o peso de uma injustiça, como o povo costuma dizer.

E foi aí que nasceu a parte mais lembrada da história. Entre os moradores, espalhou-se a fala de que ele teria lançado palavras fortes, dessas que no sertão antigo chamavam de praga — não como brincadeira, mas como coisa séria, carregada de sentimento e crença.

O tempo passou.

A vida da mulher, segundo o que se comentava nas redondezas, não foi fácil dali em diante. Vieram dificuldades, enfermidades, desgastes comuns de uma vida dura no sertão. E como acontece nessas terras de memória longa, muitos passaram a relacionar os acontecimentos àquele episódio antigo.

Mas havia também quem dissesse, em voz baixa e sem afirmar demais, que o sertão já é por si só um lugar exigente, onde a vida cobra caro de todos, e que nem tudo precisa de explicação além do próprio tempo e das circunstâncias.

O fato é que a história ficou. Não como prova, nem como certeza, mas como causo antigo — desses que atravessam gerações e viram exemplo, aviso ou apenas lembrança do que se ouviu dizer.

E assim, entre verdade vivida e verdade contada, o sertão segue guardando suas histórias.

Adão Rufina

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Caminhos do Sertão do Piauí

 ملا


BLOG


DEMPARASO CULTURA, HISTÓRIA E MEMÓRIA DO NOSSO POVO


PELOS


CAMINHOS DO SERTÃO


ADÃO RUFINA


(ADÃO DE SOUSA LINA)


A história de um homem simples, que atravessou o sertão com fé, coragem e dignidade.


LUGARES DE SUAS VIAGENS


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Olho d'Água


Jatobazinho


Tamboril Velho


Lagoa do Padre


Mundo Novo


Morrinho


Mundo Novo


Tamboril Velho


Jatobazinho


Olho d'Agua


Lagoa do Padre


Morrinho


t


FÉ TRABALHO HONESTIDADE FAMÍLIA


"Tropeiro vai, saúde de madrugada" E não vê a sua amada...


TRIO NORDESTINO


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MULHER TROPEIRA

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​A Capitã das Veredas
​Nas primeiras décadas do século passado, entre as chapadas do Piauí e os cerrados do Maranhão, o destino de uma mulher costumava ser traçado dentro de quatro paredes. Mas para ela, o destino tinha cheiro de poeira e som de casco de burro. Quando o marido se foi, ela não entregou os pontos. Olhou para os dois filhos e para o sobrinho e decidiu: a tropa não ia parar.
​Aquela pequena comitiva familiar cortava o sertão levando carga para a cidade. Ela não era apenas a mãe; era a guia. Para enfrentar o sol que racha o couro e os perigos da estrada, vestia-se como os homens da lida. Debaixo do chapéu de abas largas, escondia os longos cabelos pretos, amarrados com força, e uma beleza que o tempo e o vento não conseguiam apagar. Na cintura, o metal frio da arma era o aviso de que o respeito ali era lei.
​Mas foi no burburinho de uma feira que sua fama se espalhou como fogo em palha seca. Dois homens, achando que poderiam crescer para cima de uma mulher "sozinha", tentaram humilhá-la. Não tiveram tempo nem de puxar o fôlego. Antes que os filhos ou o sobrinho descessem dos animais, ela mesma resolveu a questão. Partiu para cima e venceu os dois na porrada, no meio da praça, sob o olhar atônito de quem achava que força era coisa só de barba no rosto. Ali, naquela tarde, o sertão inteiro soube quem ela era.
​O patrão, um homem solteiro que vivia para os seus negócios, acompanhava de longe a destreza daquela mulher. Ele via como ela cuidava da tropa e como a carga chegava sempre intacta, sem faltar um grão de mercadoria. A admiração profissional virou um sentimento mais profundo. Ele viu nela a parceira que a solidão da fazenda nunca soube oferecer.
​O casamento foi o encontro de duas forças que se entendiam. Ele deu o conforto da casa grande; ela trouxe a vida e a alegria de uma família pronta. Mas ela não se esqueceu de quem esteve ao seu lado na poeira. Sua primeira condição foi que os filhos e o sobrinho, seus companheiros de estrada, fossem morar na cidade para estudar. Queria que eles trocassem o peso das cangalhas pelo peso dos livros, garantindo um futuro que ela mesma teve que conquistar no braço.
​Viveram felizes e respeitados. E quem passava pela estrada e via aquela senhora de olhar firme na varanda, sabia que ali estava a mulher que provou que o respeito e a coragem não escolhem gênero — nascem na alma de quem sabe guiar o próprio caminho.
​Em honra à vida tropeira.
​Adão Rufina

domingo, 26 de abril de 2026

Mulher tropeira

 MULHER TROPEIRA 

​A Capitã das Veredas

​Nas primeiras décadas do século passado, entre as chapadas do Piauí e os cerrados do Maranhão, o destino de uma mulher costumava ser traçado dentro de quatro paredes. Mas para ela, o destino tinha cheiro de poeira e som de casco de burro. Quando o marido se foi, ela não entregou os pontos. Olhou para os dois filhos e para o sobrinho e decidiu: a tropa não ia parar.

​Aquela pequena comitiva familiar cortava o sertão levando carga para a cidade. Ela não era apenas a mãe; era a guia. Para enfrentar o sol que racha o couro e os perigos da estrada, vestia-se como os homens da lida. Debaixo do chapéu de abas largas, escondia os longos cabelos pretos, amarrados com força, e uma beleza que o tempo e o vento não conseguiam apagar. Na cintura, o metal frio da arma era o aviso de que o respeito ali era lei.

​Mas foi no burburinho de uma feira que sua fama se espalhou como fogo em palha seca. Dois homens, achando que poderiam crescer para cima de uma mulher "sozinha", tentaram humilhá-la. Não tiveram tempo nem de puxar o fôlego. Antes que os filhos ou o sobrinho descessem dos animais, ela mesma resolveu a questão. Partiu para cima e venceu os dois na porrada, no meio da praça, sob o olhar atônito de quem achava que força era coisa só de barba no rosto. Ali, naquela tarde, o sertão inteiro soube quem ela era.

​O patrão, um homem solteiro que vivia para os seus negócios, acompanhava de longe a destreza daquela mulher. Ele via como ela cuidava da tropa e como a carga chegava sempre intacta, sem faltar um grão de mercadoria. A admiração profissional virou um sentimento mais profundo. Ele viu nela a parceira que a solidão da fazenda nunca soube oferecer.

​O casamento foi o encontro de duas forças que se entendiam. Ele deu o conforto da casa grande; ela trouxe a vida e a alegria de uma família pronta. Mas ela não se esqueceu de quem esteve ao seu lado na poeira. Sua primeira condição foi que os filhos e o sobrinho, seus companheiros de estrada, fossem morar na cidade para estudar. Queria que eles trocassem o peso das cangalhas pelo peso dos livros, garantindo um futuro que ela mesma teve que conquistar no braço.

​Viveram felizes e respeitados. E quem passava pela estrada e via aquela senhora de olhar firme na varanda, sabia que ali estava a mulher que provou que o respeito e a coragem não escolhem gênero — nascem na alma de quem sabe guiar o próprio caminho.

​Em honra à vida tropeira.

​Adão Rufina

domingo, 3 de agosto de 2025

 UM DOMIMGO MAGNITSKY

Meu amigo Adonaldo, velho sujeito de muitas lutas. O homem falava que já quase tinha desistido da vida, em especial, política e religiosa. Mas após Trump voltar nos EUA, e vir um Papa com ideias consoladoras, o cidadão voltou a sobreviver. Mas ainda sofria com as injustiças do Brasil...

Como os recentes acontecimentos políticos vindo de fora, Adonaldo,  anda rindo à toa. Até que enfim Deus ouviu as orações dos brasileiros que rezam e quererem um futuro para as gerações. Não viverem pais comunistas. Para quem quer ver estamos no comunismo, ou  falta pouco. Lsilva já disse que eleição não é democracia e sim, as “democracias” da China entre outras. Gilmar Mendes, do atual STF, disse que todos na instituição, são admiradores do regime chinês. Não é preciso desenhar mais nada. Só não entende quem não quer ou é cego  da mente.

Dito isso, me amigo ficou animado com o que está vindo dos EUA. Hoje em muitas partes do Brasil, até na Bahia, foi lindo dever o povo nas ruas. Foi um domingo  MAGNITSKY DIA 3/8/25.

Valeu ADONALDO. Receba um abraço do velho amigo que têm afinidades nas tuas ideias.

ADAO NHOZINHO

quarta-feira, 26 de março de 2025

ERRO JUDICIÁRIO OU VINGANÇA

 

“O direito e a justiça surgiram da necessidade de organizar a sociedade e resolver conflitos”. 

Direito

·         O direito surgiu na sociedade primitiva com base em costumes e hábitos. 

·         Com o desenvolvimento da agricultura e da sedentarizarão, as relações sociais se complexificaram, exigindo um sistema jurídico mais elaborado. 

·         O direito é uma invenção humana, um fenômeno histórico e cultural. 

·         O direito é um conjunto de princípios e regras destinado a realizar a justiça. 

Justiça

·         A justiça é um sistema aberto de valores, em constante mutação. 

·         Na Grécia Antiga, a justiça era um conceito central na filosofia e na vida pública. 

·         A busca por um estado de paz e harmonia, seja por meio de contratos sociais ou pactos entre Estados, é essencial para promover o bem-estar e a justiça para todos. 

Brasil

·         A justiça brasileira foi criada em 1530, quando Martim Afonso de Sousa foi investido de poderes de jurisdição administrativa e judiciária. 

·         A Constituição Federal de 1988 criou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e cinco Tribunais Regionais Federais. 

·         O acesso à justiça foi efetivamente assegurado a todos os brasileiros e residentes no País, em seu artigo 5°, inciso XXXV, como direito fundamental”. 

 

(A lei de Talião)

(Código de Hamurabi.)

(A Lei de Murphy)

 .Não, o julgamento de Jesus Cristo não foi justo, pois foi ilegal, sem provas e sem direito à defesa. 

Ilegalidade

·         O julgamento de Jesus foi uma inversão da justiça, pois foi influenciado pela religião e pela política. 

·         Pilatos se curvou à vontade do povo, mesmo convicto de que Jesus não havia cometido nenhum crime. 

·         O julgamento não observou as formalidades da lei romana. 

Sem provas

·         Os crimes que estavam sendo imputados a Jesus não foram provados de forma cabal. 

·         O Sinédrio se preocupava mais com a religião, e não com as provas e alegações”

·        

·         “O julgamento de Jesus Cristo foi o maior erro judiciário da História”

·         O que está acontecendo com o ex-presidente (jmb), tem semelhança. É vingança mesmo.

Adão Nhozinho

quarta-feira, 24 de julho de 2024

INFOMAÇ AO ESTÁ NO LIXO

 

Um homem estudioso e curioso fez uma pesquisa para entender quais às necessidades das pessoas que vivem em condomínio de alto luxo e comunidades, às favelas e como viviam consumiam etc. Pensou por onde começar e lembrou-se de uma crônica de Fernando Veríssimo em que ele se comunica com uma vizinha por meio do lixo dela...

Em condomínio de luxo dar para ter uma ideia de como as pessoas daquele local consomem e o nível cultural. Se há gente velha vemos por caixas de remédios. Se acharmos livros e revista no lixo pode saber que alguém lê e que tipo de leitura. Muitos preservativos suponhamos  que não são católicos, e se têm absorventes que há mulheres jovens.

Se virmos maços de cigarros muita  que gente do prédio fuma. Vendo  litros de bebidas que há bebedores. Que tipo de comida  comem e se viajam  muito. Se tiver casca de balas de arma fogo, alguém ali usa armas.

Na lixeira coletiva da favela idem. Podemos saber se comem ovo e frango marmitas. Pelas casacas, frutas também. Se não vemos livros e revistas, jornal, no lixo é porque o nível educacional é precário ali. Enfim, pelo lixo temos uma Ideia de pessoas, consumo, hábitos vícios e nível cultural.

Faz sentido essa crônica não é, amigo?

ADAM NHOZINHO

domingo, 10 de março de 2024

ROSÁRIO DA CHUVA PIAUI.


Foram nove dias de ROSÁRIO terço em Santo Onofre, Dom Inocêncio. Piauí  na casa de Isaías Titor. Homens:  Gabriel de Boa Vista, Eugênio Ferreiro, Mariano Marcos,  Eugênio Magalhaes, Pedro Lalau, Manoel Auto, entre Outros. As Mulheres eram maioria. Mariana Salgado, Ana Vota, Maria do Eugênio e Catarina de Baixão dos Mendes. Minervina Jatobazinho, Maria Lina de São Pedro. Maria Pereira de Moreira, Maria da Paula de Recanto Santana São João do Piaui. Nené mãe de Cassaco Raiz, e Sinhá irmã de “Doutor “seu Manoel .

Regina, Pequena e outra Sinhá mãe do Bêlo.  Angical vieram:  tia Messias Ribeiro e a filha Clara do Sérgio. Outras mulheres  mais novas ajudavam nas Santas Marias... Foi uma promessa para Deus mandar chuva e choveu muito em 1960... Chover é um fenômeno natural, mas para Deus pode chover a qualquer hora, dia e mês.

13.150 Aves Marias, 54 pai nossos e credos e glórias. Após a novena foram feitas  45 Rodas de São Gonçalo. A comida ficou por conta de Titor Isaías e Plácido Balaio marido de Pequena. Os jovens participaram, mas já sem tanta vontade eles queriam era namorar e dançar...

Como vemos as gerações de meus avós rezavam. Mesmo com uma missa uma vez por ano, eles rezavam o terço. E tinham seus Santos de devoção.

É ISSO

ADAM NHOZINHO

sexta-feira, 1 de março de 2024

MUNDO QUE QUERO. E MUNDO QUE NÃO QUERO

 

MUNDO QUE QUERO.

 

QUE A Justiça seja justa.

Que as FFAA esteijam com a maioria do povo.

Que as ecolas ensinem o que o aluno vai precisar na vida.

Que a midia x imprensa não sejam imparciais.

Que a igreja católica não tenha lado, partido.

Que o homem acredite em Deus e faça o bem.

 

MUNDO QUE NÃO QUERO:

 

Que a justiça não seja uma ditadura.

Que as FFAA não se vendam ou tenham lado.

Que as escoalas não estraguem, matem o futuro de nossas crianças com ideologias de gêneros.

Que a midia x impresa não seja padidária, informe ao que o povo precisa saber e não manipule.

Que a igreja católica não apoie teologias fora do que ensina a igeja dos Papas Santos

Que o mundo se converta, pois  DEUS  é e PRONTO!

Enfima, sim ao paraíso e não ao inferno.

 

ADAM NHOZINHO

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

FLOQUINHO GATO SABIDO


 

Era mês de junho., 2018 escada  do Valo Verde, Embu das Artes, SP

Eu ia passando pela tardezinha  ainda ainda claro. Estavam três gatinhos brincando. Fique encantado com os bichinhos e resolvi pegar um. Escolhi um macho. Chegando em casa os outros dois estranharam, mas aceitaram. Era cor meio rajadinha tipo cor de leão. Ainda novo castrei o bichinho. Foi dado vacinas. Ele engordou muito chegando a ficar quase obeso.

Como falou Ludwig,  FLOC nome dele, era um gato  diferente dos outros em tudo, porém muito meigo. Chegou o FORJAX ele ficou meio cismado, mas quando viu que não seria desprezado aceitou como família. Quase não sai a rua. Gato quando está doente não avisa. Mas a mulher notou domingo a tarde que ele não estava normal. Demos um analgésico para dor ele vomitou. Segunda cedo eu notei ele gemendo de dor. Quando me preparava para levá-lo ao veterinário um gatinho morreu... Choramos, mesmo bicho sentimos amor. Dizem que eles bicho não tem amor e sim instintos. Às 9h mais ou menos FLOQUINHO saiu deste mundo. 29/01/24

Triste ficar sem FLOQUINHO. Contudo temos de aceitar. Adeus amigo...

ADAM NHOZINHO

domingo, 26 de novembro de 2023

PIAUIENSE FORTE

 

José Francisco de Sousa

Nasceu em Santo Onofre, hoje Capitão Gervásio,  Piauí. Ano 1927.José era um rapaz de 1,90m altura, moreno claro e bonito. Muito bom de papo...

Era o segundo filho de Plácido e Pequeno. Foi educado como um sertanejo na luta diária e tradição religiosa, respeito aos pais e à comunidade. Professor quando havia era particular. Teve o senhor José Alves como professor dele e do irmão Florêncio. Segundo José ele não aprendeu nada, o contrário do irmão mais velho Florêncio, mas observava o mestre fazendo calçado. Desafiava as irmãs mais velhas na astúcia e brincadeiras, porém nada fora do normal. Desde menino era esperto e chegava questionar a mãe tia Pequena. Por isso levou alguns surras pesadas, porque Pequena a mãe de José, era uma mulher rígida na educação dos filhos. Contudo fazia tudo com amor para o bem deles.

O pai Plácido era correto e flexível e ponderado. Mas ensinou aos filhos trabalhar honesto e saber quem são amigos neste mundo. Deus, dinheiro e os pais. Eles mesmos faziam a cal e iam vender em Canto do Buriti e Itaueira, Piauí. Uma viagem de mais de mês bem sofrida. O que compravam na venda da cal traziam rapadura e outras coisas para o verão rigoroso do sertão piauiense. José, como rapazes do tempo dele e hoje, gostava de festas e dançar, namorar etc. Naquele tempo os rapazes casavam jovens era costume, no entanto, José ficou de certa forma com mais de vinte anos solteiro. Ele não queria qualquer uma moça. Podia ser rica ter gado, mas sendo feia, José caia fora. Com Edite uma prima segundo grau foi diferente. Ela era bonita, jovem e filha de senhor Plínio: um comerciante e fazendeiro de Poção, São Raimundo Nonato Piaui. Ai José encontrou a parte da qual precisava. Casou. Gerou muitos filhos e os criou bem e alimentados, tiveram escola a possível para época e lugar.

Normalmente, contar um pouco da vida quem é família, vemos  pela ótica do amor, mas gente de fora talvez tenha outra narrativa e descrição.

É ISSO.

ADÃO NHOZINHO

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

SANTO DE RUA.


José Carlos é natural do vale Jequitinhonha MG.

Teve uma infância sofrida no vale mineiro, caminhava km para uma escolinha onde, aprendeu a ler, escrever e respeitar professores e amar a bandeira do Brasil. Coisa que hoje ele é conhecido pelo homem da bandeira do Brasil, pois só anda enrolado em uma. É funcionário público de modéstia classe, mas um bom funcionário. Conheci José Carlos na igreja católica da Santa  Tereza, Embu das Artes, SP. Ele quando chega à igreja cumprimenta todos pegando na Mão. Depois vai fazer uma visita e oração ao sacrário. Assiste à missa de joelho. Enfim um home extremamente religioso e piedoso.

Além disso, José Carlos faz um trabalho de evangelização e distribui água e comida ao povo de Cravolândia, centro São Paulo. Anda com uma crucifico que ganhou de um usuário da Cravolândia, ele não larga Mão e de caderno de anotações e reflexões. Um ser humano diferenciado e raro no meio de uma sociedade parte pagã. Ou herege mesmo. Ontem encontrei ao Zé Carlos na rua podemos trocar ideias sadias e cristãs. Ele não usa droga alguma e tem rosto de gente sofrida, porém, olhar profundo em sabedoria pura...

Parabéns ao conterrâneo brasileiro e paulista muito religioso

ADAM NHOZINHO

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

EEDUCAR PELO TERÇO

 

“Aos responsáveis pelas meninas bastava apenas o aprendizado das prendas domésticas mais do que a leitura e a escrita, portanto a educação escolar era vista como elemento de segunda necessidade para os pais das meninas pobres – a preocupação fundamental era de que as meninas arrumassem um bom casamento”.

“A educação nas comunidades primitivas era um ensino informal e visava um ensino das coisas práticas da vida coletiva, focada na sobrevivência e perpetuação de padrões culturais, ou seja, não havia uma educação confiada a uma instituição específica., porque ela acontecia espontaneamente mediada pela convivência em grupo” .

Minhas avós do século de (XIX/ XX ) as sertanejas quase não aprendiam a ler. Mas aprendiam a rezar o terço e outras rezas. Casamento era na igreja católica, o único casamento de Deus. O ligado na terra e no céu não é o casamento civil. Esse último é coisa do homem. Os tempos mudaram, porém para libertinagem. Virgindade e castidade são coisas do passado. Hoje com a NOVA ORDEM MUNDIAL e apostasia na igreja o trem está feio! A cartilha e ABC das meninas moças era um terço.

Bons tempos de minhas avós e contemporâneas delas.

ADAM NHOZINHO

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

EDUCARCÂO DO ESPIRITO.

 

Vendo como lecionava seu Dedé Soares, de Dom Inocêncio, Piaui e professor das antigas, fiquei feliz em saber o que ensinava e como educava. E como ele aprendeu um (autodidata) também é fantástico. Sem professor e sala de aula. Vendo hoje com toda estrutura o aluno entra, muitos, entram burros e saem jegues da escola. Culpa do sistema dominante: Paulo Freire, Freudiano, Gramsci, Karl Marx etc...

Como hoje é dia do padre também há semelhanças entre saber formal e espiritual. Existem muitas teologias heréticas pelo mundo, com um papa e bispos e padres que estão levando muita gente ao inferno.  Mas ainda têm professores bons e gente da igreja católica, idem. Exemplo de Dona Paula,  língua portuguesa; Akemi  matemática. Na igreja católica muitos bispos e padres que seguem a verdadeira doutrina católica pelo mundo e Brasil. Que seguimos o exemplo do professor Dedé Soares, Piaui e Padre e Santo João Maria Vianney, França.

Quem reza que reze pela educação e pelo clero no mundo inteiro.

 

ADAM NHOZINHO

segunda-feira, 22 de maio de 2023

TROPEIRO RESSUCITA ANIMAS.


 

Um maroto tropeiro viajava para Canto do Buriti Piauí, com Isabelino e Lalau dois jovens. Uma viagem de mês ida e volta. Paravam no almoço para alimentar eles e os animais pelo menos com água, pois as estradas ficam sem quase nada para animais. À noite para dormir e comer o resto do almoço, como rapadura e às vezes uma cachaça,  para espantar insetos e esquecer da família., amenizar à saudade.

Toda noite o tropeiro chefe rezava com os companheiros o terço era muito devoto de São Bento. Isabelino reclamava que estava cansando e queria dormir, lalau rezava e aprendeu e praticou por toda vida a rezar o terço e outras orações. O velho tropeiro dizia: que quem não reza, não tem salvação, e rezando as coisas ainda nessa vida melhoram e muito.

Era comum  tropeiros cruzarem com outros companheiros pela estrada, uns iam outros voltavam. Passando pela antiga central, de São João do Piaui encontraram uns tropeiros de Moreira, ainda seguindo para canto do buriti, Piauí. O tropeiro chefe estava desesperado porque uma cobra picou dois animais que já tinham morrido e além, do prejuízo às cargas como levá-las?

O maroto tropeiro e devoto de São Bento pegou o rosário e fez uma oração tão forte que os animais ressuscitaram! Os companheiros das duas tropas ficaram perplexos com o acontecido, o tropeiro maroto explicou: vocês de hoje só aprendem a dançar forró, o homem tem deve rezar o terço e ser devoto de nossa senhora ou ouros santos. Enfim, chegaram ao destino Gameleira, Dom Inocêncio Piauí  e como a paz de consciência pelo beneficio realizado.

 

ADAM NHOZINHO

sexta-feira, 14 de abril de 2023

CACHORROS VÂO A MISA DO DONO

 

Em Valo Verde, Embu das Artes, Marco de 2023.

Zezito um modesto mecânico de automóvel, homem de bom coração com clientes e animais. Na garagem da oficina ele cuidava de cachorros sem donos, e os amigos cachorros davam proteção a Zezito. Isso ocorreu por alguns anos. Até que Zezito ficou doente e não voltou mais a cuidar de carros e dos cachorros. Uns fora de novo para rua, ouros ainda esperavam a volta do dono que morreu sem vê-los mais.

No dia da missa de sétimo dia, os cachorros mais ou menos uns quatro foram à missa. Entraram na igreja e ficaram até o final da missa. Isso aconteceu sem ninguém levá-los a igreja. Todo mundo que sabia da historia de Zezito e dos cachorros ficaram admirados e pensando nos mistérios profundos. Na semana seguinte, domingo eles não mais apareceram...

Vai saber se ele não foi visto pelos amigos cachorros? Os animais têm amor aos seus donos até à morte isso é fato, quem já teve ou têm animais sabe disso.

Minha Irmã vizinha de Zezito quem me falou e testemunhou o fato inusitado.

ADAM NHOZINHO

segunda-feira, 20 de março de 2023

BRASIL CONTRASTE.


 

O médico que opera o paciente, e o salva,

Um jornalista que informa e deforma,

Um ladrão que rouba dinheiro, político rouba sonhos,

Um pedreiro constrói uma igreja, padre constrói almas,

Um professor forma  homens, mídia desconstrói;

Um país se faz com homens e livros, mas que sejam livros bons,

Um lar é diferente de casa, alimento diferente de enlatado,

Universidade deveria ser centro do saber, mas hoje quase não é.

Militares deveriam defende a pátria o povo, hoje nem tanto,

O Brasil esta andando, contudo, como caranguejo.

 

ADAM NHOZINHO

domingo, 19 de março de 2023

PIMENTA PODE ARDER NOS OLHOS DE TODOS.


Em uma cidadezinha, no interior do Piauí, ocorreu um fato engraçado.  Uma igreja católica e um padre responsável pela comunidade. Todo dia chegavam mulheres confessando e dizendo ao padre que haviam traído os maridos. O pobre padre muito atencioso, mas já de saco cheio com as mulheres, pediu-lhes que a partir daquele dia ele deviam usar um código: “padre tropecei de novo” pronto o religioso entendia tudo...

Aconteceu que o pároco teve de fazer um tratamento na capital e outro padre assumiu a igreja, e não sabia do tal código. Todo dia chegava  mulher com o tal tropeção. O padre foi reclamar ao prefeito de que ele devia cuidar das calçadas e ruas que o número de mulheres reclamando estava grande. O prefeito que já sabia de tudo deu risada do padre reclamante. O padre achou descaso e respondeu ao prefeito que só a mulher dele autoridade, já tinha reclamado do tropeço umas cinco vezes! O prefeito engoliu seco... Moral de história: ninguém esta livre de uma "cornelada".  (Credito a um humorista do you tube).

 

ADAM NHOZINHO

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

GENVAL SLINA

 

Ano da Revolução constitucionalista (14/111964) sábado ano bissexto.

“Adão com 9/10 anos foi buscar a parteira mãe e tia Marinha do Teodoro em Barra. Como minha mãe já estava com 42 anos foi um parto de risco. Mas nasci pela tarde em horas fechadas. Fui bem recebido o último filho de Rufina o terceiro homem e caçula. Meu nome veio da literatura de cordel de um personagem Genival filho de Zé de Sousa Leão. Fui batizado pelos  Irmãos Neusa e Inácio.Em Salgado 1965. Padre Lira quem me batizou.

Infância humilde, mas com muito amor por parte  de mãe e irmãos e primos de mãe Temista.

Quando já falava comecei minhas tiradas engraçadas para os manos e mãe e Dedé.

Certa vez, a madrinha Neusa reclamava de falta de doce para o café eu soltei: “ madrinha se tivesse café pelo doce usa barba de Soldado” Foi só risada...

A mãe e Maria coavam um mel que Adão e Emilio tiraram. “Mas Maria lambia com o dedeo eu recalmei e a mãe nem ligou.” Tonce!”.

Certa vez eu e Maria brincávamos de fumar e o cheiro e gosto era ruim. Soltamos:  acho que foi Maria. “Que gosto e cheiro ruim! Só fumamos por que é o jeito”

Estávamos pescando eu, Emilio e Cipriano em olho d’ água. Fui tirar uam como o anzol do primo Manoel de tio Romão. O anzol enganchou no meu dedo. Cipriano serviu de enfermeiro para retirar o anzol do meu dedo, foi muita dor, mas não tinha outro jeito.

Com o primo Jesus eu tinha problema, de todo jeito que eu o complementava ele mudava. Ora como vai, ora adeus...

Eu e Emilio pegávamos a baleia de Cipriano para caçar tatu na Baixa do Riachão e sempre conseguia um tatuzinho.

Eu como bom maroto tinha o costume de soltar uns xingamentos a toa. Isso ainda em São Pedro Dom Inocêncio Piauí.

Madrinha Neusa mandou me buscar para são Paulo para estudar e trabalhar. Em 1976. Cheguei na antiga Rodoviária Júlio Prestes um frio e eu sem blusa. Adão foi me ver  e Emilio. Raimundo da Honorina falta era me derrubar na rodoviária. Quando vi Adão fiquei alegre. Ele me abraçou, um abraço do  irmão mais velho e que fazia três anos que ele deixou o Piauí. Fui morar em Presidente Altino Osasco. Lá eu comecei engraxar sapatos de parentes e demais clientes.

Eu cuidava do sobrinho Neiva e aprendia trabalhar, isso a madrinha me ensinou bem. Mas eu dava respostas e Adão ainda me bateu... Ele disse que se arrependeu ainda bem...

Fui passar a adolescência em Embu das Artes. Estudando e trabalhando como o primo Jorge Jovelina.  Depois fui morar em Osasco de novo e Carapicuíba com Julieta e Emilio. Todos foram casando e separando. Adão arrumou para mim serviço na BMG Ariola, mas acabou a produção me dispensara. Tinha casado naquele ano sai e bebi umas pingas. Julieta atrás de mim, chegando a casa ela  ouviu-me lastimando, dizendo que logo agora que pensava em construir família”...

Os Filhos nasceram foi tempo de educá-los. Reunia os dois e contava minha história que não foi na boa. Adolescência entre o sertão do Piauí e São Paulo. Orientei os dois filhos na igreja católica e boas maneiras. Sempre trabalhei e dei bons exemplos. Adão o irmão mais velho teve problemas com álcool,  dava trabalho aos filhos mulher e irmãos. Nunca o deixamos de ajudá-lo.  Na política fui conservador das pautas conservadores. Deixou essa vida sem ver o final, mas de onde estiver ficarei feliz pelos meus que deixei aqui. Adeus irmãos, cunhados, sobrinhos e amigos.

(GENIVAL DE SOUSA LINA, 58 ANOS, 19/12/2022)